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Escrito a partir das palavras dos alunos presentes na palestra "Inconsciente Vegetal: Jung e Bachela

O que é suficiente? Dispor-se... sim, confirmam: a presença. Estar aqui é o suficiente. Poder estar... não seria isso identidade? A sua e a minha. Por isso surgiu a palavra gratidão, por ser tão vizinha do amor. Aqui enraizado porque queremos permanecer, mas de galhos e copa que se eleva, simplesmente árvore: símbolo maior do inconsciente vegetalizante de Bachelard e Jung. Uns chamam de resgate do mundo em nós, mas aqui é ainda mais: reencontro. Não é isso que esperamos encontrar em um grupo? Afinidade? O acolhimento do que somos, mas em especial do que podemos vir a ser. O que precisamos é só: esperança, pois como diz o mito é a última flor que fica no vaso de Pandora que nos ensina a sermos humanos. A luz tênue que se agarra e sabe: há um caminho na vida do caminhante. As vezes é preciso saber esperar: para isso é necessário ter confiança... no seu próprio florescimento. Como diz Rilke: “Ser artista não significa calcular e contar, mas sim amadurecer como a árvore não apressa a sua seiva e enfrenta tranquila as tempestades da primavera, sem medo de que depois dela não venha nenhum verão. O verão há de vir. Mas virá só para os pacientes, que aguardam num grande silêncio intrépido, como se diante deles estivesse a eternidade. Aprendo-o diariamente, no meio de dores a que sou agradecido; a paciência é tudo.” (Ranier Maria Rilke, Cartas a um jovem poeta, p.32- 33). Permitir-se florescer é fruto da coragem de viver, do esforço moral ter esperança, de ter amor. Amor pode começar em casa, dentro de nós. O acolhimento é a origem, pois se acolhemos o desconhecido que mora em nós, somos capazes de ampliar o mundo, não seria isso a consciência? Tudo começa com uma semente, debaixo da terra sem ser vista, morre – provisóriamente – para a escuridão, tornando-se alma, como pura percepção... da alma nossa e do mundo. Elizabeth Christina Cotta Mello “escrevendo” com as palavras do grupo: curso Práticas Junguianas: aprofundamento na Paulus.

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PRÁTICA JUNGUIANA

Psicologia Analítica & Arteterapia